Fundador de atlética e veterano dos jogos: aos 57 anos, José Gustavo faz história no JIFSC

JIFSC Data de Publicação: 07 nov 2026 19:47 Data de Atualização: 07 nov 2026 20:36

Aos 57 anos, José Gustavo Cordeiro participa de seu quarto JIFSC Cursos Gerais e já marcou seu nome na história do Câmpus Palhoça Bilíngue. Ele foi um dos fundadores da Atlética Capivaras e integrou a primeira delegação do Câmpus em uma etapa de Cursos Gerais dos jogos institucionais. E, na vida pessoal, o IFSC também deixou sua marca em José Gustavo.

“O IFSC foi minha tábua de salvação”, diz, sem rodeios, o agora estudante do curso superior de Produção Multimídia. “Usei drogas por 30 anos, fiz ump tratamento, e saí. Fiz o curso do IFSC para ter uma ocupação, virou um ponto de apoio”, diz, referindo-se ao curso Proeja (curso técnico realizado dentro da Educação de Jovens e Adultos) em Manutenção e Suporte em Informática, também no Câmpus Palhoça Bilíngue. “Digo que não me apaixonei pelo curso, eu me apaixonei pelo IFSC”.

José Gustavo conta que foi o acolhimento recebido por parte de docentes e equipe de técnicos-administrativos que deu suporte para que nunca mais voltasse às drogas. “Durante o Proeja, minha filha faleceu e isso, com certeza, seria um gatilho para uma recaída. Mas tive um apoio muito forte da direção, de colegas e de todos os servidores. Sem eles, eu teria desistido”, relembra. “Moro em Capoeiras, longe do IFSC Palhoça Bilíngue. Todos os dias pego a muvuca do trânsito na saída de Florianópolis (o curso é noturno), mas ponho meu fone e vou tranquilo, feliz em ir”.

Ele também destaca as diversas oportunidades dentro da instituição. “De certa forma, a gente pode até ser professor. Desde que entrei em 2023, todo semestre eu sou bolsista de algum projeto ou curso de formação inicial e continuada (FIC – também conhecido como curso de qualificação). “Fui bolsista no primeiro curso de Mulheres Mil do câmpus, hoje atuo no projeto do aplicativo de Gestão Alimentar do IFSC”.

Como sempre gostou de esporte e é muito comunicativo, o estudante considera que foi natural se envolver com isso no câmpus e ajudar a fundar, com cerca de outros 10 alunos, a Associação Atlética Capivaras, incentivando a formação da primeira delegação de Palhoça em um JIFSC Cursos Gerais, em 2023. De lá para cá, ele se formou no Proeja, entrou na graduação e participou de todos os JIFSC. Este ano, competiu no tênis de mesa e no futsal.

“A Atlética ajuda muito na aproximação. Eu falo que no câmpus existem minicomunidades, com dois cursos Proeja e duas graduações no período noturno, e o pessoal não fazia muita coisa junto. Com a criação da Capivaras, teve o envolvimento das turmas. A Atlética consegue fazer uma integração entre todos”, avalia.

Impacto em toda a família

O retorno de José Gustavo aos estudos teve influência direta não apenas na vida acadêmica e profissional dele, mas na de toda a família. “Minha mãe, hoje com 83 anos, voltou a estudar. Minha esposa fez uma graduação. E meu filho tinha parado, também retomou os estudos”, conta.

E ele mesmo faz uma segunda graduação em outra instituição de ensino. “Antes de me formar no IFSC na metade de 2027, vou me formar em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Senac no fim deste ano, área onde trabalho atualmente. E, futuramente, pretendo fazer mais um curso no IFSC”.

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