EXTENSÃO Data de Publicação: 22 mai 2026 15:06 Data de Atualização: 22 mai 2026 15:52
O Câmpus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) é uma das dez escolas do Brasil selecionadas para integrar a Rede Nacional de Educação e Extensão Meninas Digitais (RENACEE_MD). A iniciativa, aprovada pelo edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2023, tem como principal objetivo incentivar e garantir a permanência de meninas nas áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Computação.
A ação começou a ser articulada no câmpus no final de 2024, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que atua como coordenadora regional do projeto na região Sul. A professora Paula Borges Monteiro, coordenadora local da iniciativa no IFSC, explica que o projeto atua de forma estrutural na equidade de gênero. "A ideia principal é atacar a questão da equidade de gênero. O projeto tem três vertentes principais: o incentivo às meninas nas áreas de exatas (STEM); na atração, mas também na permanência dessas estudantes nos cursos de computação, e por fim, a educação com a sociedade", destaca a docente.
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Computação além da sala de aula
Criada pelo Comitê Gestor do Programa Meninas Digitais e articulada em todas as cinco regiões do país, a rede RENACEE_MD visa tornar a computação atrativa para jovens e promover a inclusão digital. No Câmpus Florianópolis, a iniciativa conta com cinco bolsistas dos cursos técnicos integrados, que atuam na produção e oferta de atividades práticas.
A professora Paula ressalta que o foco é desmistificar o setor tecnológico. "Olhamos para a computação não como uma área só, mas como algo que abre horizontes na vida e no dia a dia, desenvolvendo a capacidade de raciocínio lógico. O objetivo é incentivar as meninas a estarem nesse lugar, que nem sempre é visto como um ambiente feminino", reforça a coordenadora.
Atividades abertas à comunidade
O projeto já está colocando suas ações em prática por meio de oficinas e palestras. Entre as atividades já realizadas pelo câmpus estão oficinas de introdução ao Canva, uso do NotebookLM e construção de foguetes. Embora o foco central seja o público feminino, as ações são inclusivas. Além de ocorrerem dentro do IFSC, as bolsistas e a coordenação também levam as atividades para outras instituições de ensino.
"Nós também estamos abertos a qualquer escola que tiver interesse. Nós vamos até o local e levamos as bolsistas. É muito interessante quando as meninas falam para as meninas. Qualquer pessoa pode participar das nossas atividades aqui ou nos convidar para atividades in loco", convida a professora. As ações não possuem um calendário fixo, mas são divulgadas regularmente no perfil oficial do projeto no Instagram: @renaceeifsc.
Alinhamento com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
A pauta da inclusão feminina ganha ainda mais relevância em 2026, já que o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será focado na presença das mulheres e meninas na ciência. Para o IFSC, instituição historicamente ligada ao ensino técnico, o projeto reforça o compromisso com a diversidade e a representatividade.
"Nós ficamos muito felizes com a escolha desse tema. Nosso papel como instituição é mostrar para as meninas que elas podem estar onde quiserem. É muito importante que a gente tenha esse projeto aqui na instituição, com uma coordenação feminina e a atuação de bolsistas meninas, para que elas se reconheçam e se vejam nesse lugar", conclui a professora Paula.