INTERNACIONAL Data de Publicação: 02 out 2026 16:47 Data de Atualização: 02 out 2026 17:17
De 19 a 23 de setembro, os pesquisadores Alexandre de Oliveira Campos e Flavio Oliveira, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar) da Universidade do Porto em Portugal, estiveram no Câmpus Itajaí atuando junto aos pesquisadores do Laboratório Oficial de Análise de Resíduos e Contaminantes em Recursos Pesqueiros (Laqua). Essa foi a primeira ação em conjunto entre o IFSC e a instituição portuguesa após o convênio firmados entre elas em maio de 2026.
Os pesquisadores vieram ao Brasil por conta de um acordo com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e estiveram no Câmpus Itajaí por uma semana durante a sua estada no Brasil. “Nós estamos no Brasil para estudar as biotoxinas marinhas e a contaminação do pescado e de marisco por algas nocivas. A ideia é que possamos complementar conhecimentos sobre o assunto principalmente sobre cianobactérias, o que pode ser fundamental para entender a Doença de Haff que tem sido registrado na região Norte do Brasil”, explica o pesquisador do Ciimar Alexandre de Oliveira Campos.
O pesquisador Flavio Oliveira explica que o centro de pesquisa português conta com um acervo de mais de 1.400 cianobactérias registradas. “As cianobactérias podem contribuir com a economia azul porque é possível produzir uma série de compostos a partir delas.”
Durante a estada no Câmpus Itajaí, eles coletaram amostras de moluscos bivalves em regiões não fiscalizadas pelo Programa Estadual de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves como em Balneário Barra do Sul, no litoral Norte catarinense, realizaram testes em laboratório para verificar a presença de cianobactérias no litoral em áreas próximas de água doce, participaram de banca do mestrado em Clima e Ambiente e ainda puderam compartilhar um pouco de sua experiências com alunos dos técnicos em Recursos Pesqueiros e Aquicultura. “Nós viemos ao Brasil através de um recurso para pesquisadores da União Europeia que é o Blue Shelfish para mobilidade de investigadores. A proposta com o convênio firmado entre o IFSC e o Ciimar é que nós possamos trabalhar de forma conjunta, que estudantes do mestrado possam também ir para o Ciimar e que possamos ter professores visitantes. Isso depende de financiamento”, explica o pesquisador Alexandre de Oliveira Campos.