EVENTOS Data de Publicação: 08 mai 2026 17:47 Data de Atualização: 08 mai 2026 17:59
Em 13 de maio, dia em que se celebra a abolição da escravidão no Brasil e que, em 2026, comemora-se o aniversário de 100 anos da Ponte Hercílio Luz, o Câmpus Florianópolis-Continente do IFSC une os dois temas em uma atividade. A partir das 19h30, será servido no câmpus um mocotó, prato que deu origem ao nome do Morro do Mocotó, no Centro da Capital, e que está ligado à comunidade negra e aos trabalhadores que trabalharam na construção da ponte. Exposição, veiculação de material audiovisual e apresentação de escola de samba fazem parte da programação.
A atividade é promovida por estudantes e professores do curso Proeja em Cozinha e pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do câmpus. Os alunos vão preparar o prato, sob supervisão dos docentes, na unidade curricular de Ambientação Profissional
O mocotó é um ensopado que, em Florianópolis, tradicionalmente é feito a partir de pé de boi, tendo o arroz e o charque como diferenciais em relação a outras receitas encontradas Brasil afora. Ele é parecido com uma canja e leva arroz branco, colorau, charque, bucho bovino, defumados e temperos.
O mocotó será servido para quem estiver presente ao câmpus na noite de quarta. Na ocasião, também ocorrerá exposição e distribuição de materiais gráficos produzidos pelo Neabi que representam o legado dos negros na teatro, política, pintura, música, literatura, gastronomia e educação. Serão reproduzidos, ainda, materiais audiovisuais relacionados ao Morro do Mocotó. A escola de samba Protegidos da Princesa, que tem sede na comunidade, vai fazer uma apresentação no câmpus.
Antes chamado "Morro do Governo", o Morro do Mocotó ganhou esse nome no início do século XX. Moradores da localidade costumavam preparar o mocotó para operários que trabalhavam na construção da Ponte Hercílio Luz, o que tornou a região conhecida pelos seus bons cozinheiros.