IFSC realiza oficina de robótica para deficientes visuais neste sábado em Chapecó

EXTENSÃO Data de Publicação: 21 mar 2025 11:30 Data de Atualização: 22 mar 2025 07:38

Neste sábado, das 8h30 às 11h30, um grupo de estudantes e professores do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Chapecó, estará na Associação de Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina (Adevosc) para realizar uma oficina de robótica.

A Adevosc adquiriu kits de robótica profissionais Lego e o IFSC está ensinando os deficientes visuais a montar e programar os robôs. Neste sábado será o terceiro dia de oficina. Até agora, os alunos da Adevosc aprenderam a construir os robôs e, a partir deste sábado, eles irão aprender a programá-los, para que os robôs comecem a fazer movimentos e executar tarefas.

Os responsáveis por ministrar a oficina serão os estudantes do IFSC Karoline Gomes e Heitor Rauber Scussiato, do Ensino Médio Técnico em Desenvolvimento de Sistemas. Eles têm a condução dos professores do IFSC Marcos Virgílio da Costa, de Informática, e Cleide do Nascimento, de educação especial.

“Em cada encontro conseguimos utilizar os conceitos de robótica educacional e identificar nos estudantes da Adevosc um estímulo para a aprendizagem e autonomia deles. Vamos conseguir, a partir deste sábado, trabalhar com softwares específicos, ou seja, tecnologias assistivas. Temos uma proposta de oferecer um ambiente inclusivo, que todos possam explorar e aplicar essas tecnologias de forma acessível e eficaz”, conta a estudante do IFSC, Karoline Gomes.

O professor de Informática do IFSC, Marcos Virgílio da Costa, conta que além de ter contato com a acessibilidade e ver como pessoas deficientes visuais trabalham com programação - por meio de leitores de tela -, os estudantes estão manuseando a robótica lego, e ensinando outras pessoas, aprimorando muitas habilidades pedagógicas.

O professor explica ainda que, tradicionalmente, quando se programa o robô Lego, se utiliza uma linguagem de blocos visual, mas as pessoas cegas não conseguem usar. Então, um grupo de professores e estudantes do IFSC realizou toda uma pesquisa para encontrar ferramentas alternativas para programar o Lego, com linha de código, e está validando a pesquisa por meio da oficina. “Nossos estudantes precisaram aprender essa linguagem para ensinar, e assim os deficientes visuais conseguem programar com linha de texto, por meio do leitor de tela”, conta Da Costa.

A oficina está sendo ofertada por meio de um projeto de pesquisa do IFSC aprovado no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O grande objetivo do grupo do IFSC é pesquisar uma metodologia para ensinar robótica para deficientes visuais com kit lego nxt, e validar com pelo menos duas turmas de deficientes visuais.

 

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